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A Eterna Aliança da Graça
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A Eterna Aliança da Graça
Luiz Fontes
Publicação: 26/05/2009
A velha e a nova aliança

Definição de aliança
O professor William Barclay define “aliança” como sendo uma “relação na qual entram duas pessoas.” É uma “relação de barganha para proveito mútuo.” Se estudarmos a Bíblia veremos que a aliança que DEUS fez com o homem é completa e absolutamente diferente de tudo isso. Segundo os estudiosos e eruditos bíblicos, “Aliança é um ato soberano da parte de DEUS.”

Aliança segundo vemos na Palavra de DEUS não é uma ‘barganha” ou DEUS concordando em fazer “certas coisas para benefício mútuo.” Vamos ler Hebreus capítulo 6 e os versos 13-20: “Pois quando DEUS fez a promessa a Abraão, como não teve outro maior, por quem jurasse, jurou por si mesmo, dizendo: Certamente abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei; assim tendo Abraão esperado com paciência, alcançou a promessa. Pois os homens juram pelo que é maior que eles, e o juramento para confirmação é para eles o fim de todas as contendas. Por isso DEUS, determinando mais abundantemente mostrar aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interpôs um juramento, para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que DEUS minta, tenhamos uma poderosa consolação, nós que como refúgio nos temos apressado em lançar mão da esperança proposta,  a qual temos como âncora segura e firme da alma, e que entra também no interior do véu  aonde JESUS, como precursor, entrou por nós, quando se tornou sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque”. Essa é a idéia que a Bíblia nos ensina acerca da Aliança, isto é: “DEUS, determinando mais abundantemente mostrar aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho” fez com o homem uma aliança.

Temos que ver a Aliança como um ato soberano da parte de DEUS, e que provém exclusivamente Dele e não depende de nós. Embora, sabemos que em certo sentido, DEUS impôs a nós certas obrigações na aliança, mas, isso não quer dizer que ficamos obrigados em fazer certas coisas para que essa aliança se cumpra. Não! Essa idéia está errada. DEUS colocou as obrigações como resposta as quais devemos dar a Ele por conhecer Sua infinita graça para conosco através da aliança. Isso é o que DEUS espera de nós.
Quando lemos Êxodo 32¸vemos que aquele povo não invalidou a Aliança de DEUS, apenas frustrou em suas vidas o cumprimento da vontade de DEUS. Eles menosprezaram a Aliança de DEUS. Isso se vê não apenas naquele episódio mais durante os anos que se seguiram na jornada do deserto.

 Lições práticas
1.Devemos nos livrar da idéia de barganha; aliança é um ato soberano da parte de DEUS.
2.Há somente uma real aliança, porém, e em cada repetição Ele dá ênfase em um aspecto particular.
3.Tudo está na aliança original. Assim, ela é a aliança eterna da graça, reiterada, repetida e salientada, evocando de nós os eleitos de DEUS, uma resposta.

 A aliança com Noé – (Gn 6.18; 9.8-11)
Veja que no Capítulo 6 e o versículo 8 DEUS faz uma aliança com Noé antes do dilúvio, atente bem para esse texto: “Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos.”  Note  que a palavra “estabelecerei” no hebraico é “permanecer,” “confirmar,” “ratificar,” “estabelecer,” “impor.” Depois, nos versículos 8 a 11 do Capítulo 9, DEUS diz a Noé: “Disse também DEUS a Noé e a seus filhos: “Eis que estabeleço a minha aliança convosco, e com a vossa descendência,  e com todos os seres viventes que estão convosco: tanto as aves, os animais domésticos e os animais selváticos que saíram da arca como todos os animais da terra. Estabeleço a minha aliança convosco: não será mais destruída toda carne por águas de dilúvio, nem mais haverá dilúvio para destruir a terra.” Ainda, devemos ler o versículo 16: “O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre DEUS e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra”.
Na experiência de Noé vemos o aspecto geral dessa aliança que é descrita na frase “aliança eterna” no versículo 16 do Capítulo 9 de Gênesis.

 Aliança com Abraão – a terra (Gn 15.18)
Quando estudamos sobre a vida de Abraão, vemos que essa aliança ela se torna significativa em nossa experiência cristã prática, e que DEUS a repete constantemente na história do Seu povo.
A história de Noé nos diz que seu filho Sem, foi escolhido para que por ele a aliança fosse levada adiante. Veja em Lucas 1 e os versículos 35 e 36: “Jacó, filho de Isaque, Isaque, filho de Abraão, este, filho de Tera, filho de Naor; Naor, filho de Serugue, Serugue, filho de Ragaú, Ragaú, filho de Faleque, este, filho de Éber, filho de Salá; Salá, filho de Cainã, Cainã, filho de Arfaxade, Arfaxade, filho de Sem, este, filho de Noé”. Na história de Abraão, podemos ver a expressão essencial dessa verdadeira aliança. Vamos ler Gênesis 15.18: “Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates”. Olhem a palavra “fez” no livro de Gênesis, essa palavra ocorre oito vezes, e ela tem uma conotação muito clara, vejamos em alguns textos de Gênesis:
Gn 9.11 - “Estabeleço a minha aliança convosco: não será mais destruída...”.
Gn 15.18 - “Naquele mesmo dia, fez  o SENHOR aliança com Abrão”.
Gn 17.14 - “O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada  do seu povo; quebrou a minha aliança.”
Gn 41.36 - “Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome”.

Portanto, essa palavra “fé” nos fala daquilo que DEUS fez em Si e de Si mesmo; algo que não poderá ser destruído, isto é desfeito; algo que jamais perecerá.

 A aliança de DEUS com Abraão tinha em vista a terra e o filho – (Gn 15.18; 17.1-16)
Quando estudamos a vida de Abraão vemos que a Aliança de DEUS com ele foi feita em  etapas, na primeira DEUS trata com relação à terra, e depois, DEUS revela outro aspecto da aliança que era a questão do filho (Gn 17.1-16).
Veja que toda a questão de barganha é inteiramente contrária a natureza da Aliança eterna da graça de DEUS. É algo completamente vindo da soberana graça de DEUS.

 O mover da cruz – (Gn 15-8-18)
Aqui em Gênesis 15 aprendemos que o princípio para entrarmos na aliança de DEUS é a cruz (vv. 8-18). Veja que nos versículo  7 o SENHOR diz a Abraão: “...Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra”. No versículo 8 Abraão questiona o DEUS assim: “... como saberei que hei de possuí-la?”. A resposta a essa pergunta está na seqüência dos próximos versículos. Quando lemos os versículos 9 a 18 temos um quadro da cruz de CRISTO. Vamos analisar esses textos e extrair suas lições preciosas para nossa experiência cristã prática: Versículo 10: “partiu-os pelo meio” – isso indica “morrer”, que é a vida de cruz, que também, é indicado pela frase: “passou entre aqueles pedaços” no versículo 17. vejamos alguns textos que indicam esse ensino:
Rm 6.8 - “Ora, se já morremos com CRISTO...”
Rm 14.8 - “Porque, se vivemos, para o SENHOR vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do SENHOR.”
2 Co 5.14 - “...julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.”
Cl 2.20 - “Se morrestes com CRISTO para os rudimentos do mundo...”
Cl 3.3 - “porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com CRISTO...”
2 Tm 2.11 - “Fiel é esta palavra: Se já morremos com Ele, também viveremos com Ele.”
Aqui nesse episódio DEUS está ensinando dois princípios importantes a Abraão:
1º.Que a herança da terra estava baseada ba obra da cruz. A cruz é sempre um princípio em DEUS.
2º.Sua descendência só poderia habitar na terra por meio da morte de cruz.

A cruz é o alicerce de toda vida espiritual. No versículo 17 diz “e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo” – isso nos fala que aqueles que passam pela cruz terão um fogareiro aceso que nos fala da genuína luz purificadora que nos dá visão espiritual.

 A aliança de DEUS com Abraão – o filho (Gn 17)
Aqui nesse capítulo vemos o caráter do povo de DEUS. O povo adequado de DEUS não deveria ter qualquer atividade, força e influência carnal. O povo de DEUS deve ter uma marca, que é a circuncisão.

Vamos atentar para os primeiros versículos desse capitulo: “Quando Abrão era de noventa e nove anos de idade, apareceu-lhe Jeová e disse: Eu sou DEUS Todo-poderoso; anda diante de mim, e sê perfeito. Eu farei uma aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente. Abrão prostrou-se com o rosto em terra, e falou DEUS com ele: Quanto a mim, a minha aliança é contigo...” (Gn 17.1-4; Tradução Brasileira).

No Capítulo 15 DEUS tratou com a visão de Abraão em relação a cruz; agora no capitulo 17, DEUS está tratando com posição dele em relação a cruz.

 Que posição deveria ter o povo de DEUS em relação a aliança e o supremos propósito de DEUS?

No versículo 10 o SENHOR diz: “Esta é a aliança, que guardareis, entre mim e vós e a tua semente depois de ti: todo o macho dentre vós será circuncidado”.  A circuncisão é a marca do povo de DEUS. A circuncisão fala do testemunho do povo de DEUS. No versículo 14 o SENHOR diz mais a Abraão: “O incircunciso que não for circuncidado na carne do seu prepúcio, essa alma será cortada do seu povo; quebrou a minha aliança”.

O que é a circuncisão? Para respondermos a essa pergunta, temos que ler duas passagens no Novo Testamento:
Cl 2.11: “Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de CRISTO.”
Fp 3.3: “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a DEUS no ESPÍRITO, e nos gloriamos em CRISTO JESUS, e não confiamos na carne.”
Em síntese, circuncisão é a remoção da nossa carne. Espiritualmente falando, os circuncisos são aqueles que não confiam em suas forças carnais. Se a carne não dor tratada o cristão não desfrutará as bênçãos da aliança de DEUS. Na experiência de Abraão vemos um aspecto da nossa carne que mui sutilmente nos engana. Geralmente os cristãos conhecem a carne no aspecto pecaminoso; mas a carne que tenta agradar a DEUS como foi na experiência de Abraão e Ismael, muitos cristãos não conhecem. A circuncisão trata com a carne que tenta agradar a DEUS; a carne que tenta fazer a vontade de DEUS.

 O sinal mais evidente com a carne intocada é a nossa autoconfiança. DEUS levou Abraão ver que aquilo que ele estava fazendo a treze anos estava errado, pois isso houve a necessidade do trabalhar da cruz.

 O problema espiritual de Abraão era que ele tinha uma fé misturada com carne, e foi com essa fé que ele gerou Ismael. O irmão Watchmam Nee disse: “temos que nos lembrar que a obra de DEUS pode não estar conosco quando somos vitoriosos, e a obra de DEUS pode estar totalmente ausente de nós quando fracassamos”. Isso nos ensina que apesar dos nossos fracassos, DEUS não desiste de nós. Essa é uma grande lição que aprendemos com esses treze anos da vida de Abraão e Ismael.

 A promessa eterna de DEUS na experiência de Abraão
Foi nesse ambiente que DEUS reiterou Sua Aliança eterna com o homem para que Ele prosseguisse em Sua gloriosa vontade. Nessas duas experiências com Abraão vemos a promessa da terra, que nos fala da Nova Jerusalém; e a promessa do filho que nos fala de CRISTO JESUS, o eterno Filho de DEUS. Nesses dois itens da promessa da aliança que DEUS fez a Abraão é para nós de grande significado no aspecto prático de nossa vida espiritual. A eterna Aliança tem em vista esses dois itens: O Filho e a terra, que nos falam da filiação e da nossa possessão, isto é a nossa herança.

Na aliança da graça temos o Filho, que nos fala da revelação de DEUS para nós, isto indica que DEUS nunca chegou tão perto de nós como Ele o fez em CRISTO. Em CRISTO o amado Filho de DEUS, está a nossa herança, está a nossa possessão. Esta revelação do Filho na experiência de Abraão constitui a grande promessa da Aliança. O Filho é a maior expressão de DEUS para nós nessa terra. O escritor aos Hebreus diz: "Havendo DEUS, outrora, falado mui¬tas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho" (1.1-2a). O Filho é o falar de DEUS. Vamos olhar apenas sete referências de CRISTO como FILHO em Hebreus (1.2,5,8; 3.6; 4.14; 5.8; 6,6; 7,28; 10,29).

 O que significa o Filho na promessa de DEUS a Abraão? (Gn 17.19)
Vamos ler esse texto supra citado: “DEUS lhe respondeu: De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência”. O Filho significa que o inimaginável, que ultrapassa todas as possibilidades e as limitações do nosso pensamento, veio a ser realidade.  Aqui¬lo que o apóstolo João declara: "o verbo se fez carne" (Jo 1.14), isso o escritor resume aqui na frase: “DEUS falou pelo FILHO”.

Em JESUS CRISTO a revelação de DEUS tornou-se perfeita. Nele DEUS vem pessoalmente a nós. Em CRISTO reside a plenitude de DEUS. “DEUS estava em CRISTO" (2 Co 5.19). Não é possível que DEUS chegue mais perto de nós seres humanos do que chegou na pessoa de JESUS.  Essa é a forma mais sublime e perfeita de como DEUS quer falar conosco. A vinda do FILHO de DEUS ao nosso mundo, sua vida, seu falar e agir, seu sofrimento e morte constituem o presente incomparável de DEUS à humanidade pecadora, que vive na rebelião contra DEUS.  JESUS CRISTO é o "dom inefável" (2 Co 9.15).

Na nova aliança temos o DEUS revelado na pessoa do PAI com também na pessoa do FILHO (Is 9.6). Isto significa que o PAI agora é o FILHO dado a nós. Um outro nome que Isaias profetiza acerca do Filho é “Emanuel” que Mateus traduziu como Sendo “DEUS conosco” (Mateus 1.23). Em CRISTO está o DEUS relacional

 Vamos compreender o aspecto prático dessa promessa em nossa vida
Creio que para compreender essa promessa feita por DEUS a Abraão, temos que estudar o capítulo 3 da Epístola aos Gálatas. Vamos atentar para alguns textos na epístola aos Gálatas:
Gl 3.17 - “E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por DEUS, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar (Gr.: akuroo – “cancelar, privar de força e autoridade”), de forma que venha a desfazer (Gr.: katargeo – “inoperante”, “terminar todo intercurso”) a promessa.”
Gl 3.18 - “Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que DEUS a concedeu gratuitamente a Abraão.”
Gl 3.22 - “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em JESUS CRISTO, fosse a promessa concedida aos que crêem.”
Gl 3.29 - “E, se sois de CRISTO, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.”
Gl 4.28 - “Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque.”

Vamos fazer uma análise do Capítulo 3 de Gálatas; a primeira coisa que devemos considerar nesse Capítulo 3 de Gálatas é que esse é um dos capítulos mais profundo da Palavra de DEUS. Uma das maneiras de estudar esse capitulo não é ir de versículo por versículo, e, sim, deter nos principais pontos que são exposto nesse capítulo. Vejamos doze pontos principais que Paulo aborda nesse capítulo:
CRISTO crucificado;
CRISTO e o ESPÍRITO;
O ESPÍRITO versus carne;
Fé versus as obras da Lei;
O ESPÍRTO como a bênção do evangelho;
O Evangelho pregado primeiramente a Abraão;
A promessa versus Lei;
A fé substituindo a Lei;
A descendência de Abraão e os filhos de Abraão;
Batizados em CRISTO;
Revestir-se de CRISTO;
Todos sendo um em CRISTO;

 A bênção de Abrão prometida aos eleitos é o DEUS-Triuno processado
Vamos ler um texto que está em  Gálatas 3.14:  “para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em JESUS CRISTO, a fim de que recebêssemos, pela fé, o ESPÍRITO prometido”.
Nós precisamos notar um detalhe muito interessante aqui na Epístola aos Gálatas. Nessa carta Paulo está falando do ESPÍRITO SANTO, e sim, de o ESPÍRITO. Paulo O menciona treze vezes nessa epístola (3.2,3,5,14; 4.6,29; 5.5,16,17,18,22,25; 6:8). Vejamos apenas nesse capitulo 3:
3.2: “Quero apenas saber isto de vós: recebestes o ESPÍRITO pelas obras da lei ou pela pregação da fé?”.
3.5: “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?”.
3.14: “para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em JESUS CRISTO, a fim de que recebêssemos, pela fé, o ESPÍRITO prometido.

Veja que o versículo 14 do capítulo 3 está intimamente ligado a bênção de Abraão. A bênção prometida a Abraão na Aliança de DEUS está intimamente relacionada a CRISTO JESUS, o Filho, pois Ele é a centralidade da promessa de DEUS na Aliança da Graça. Irmãos em CRISTO será que nos damos conta da riqueza de tudo isso? Será que temos consciência dessa verdade quanto a nossa vida cristã? Veja que foi somente depois de ter entrado em ressurreição é que o SENHOR JESUS ordenou aos discípulos que batizassem as pessoas no nome do “Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO”. Aqui temos o ESPÍRITO-todo inclusivo que dá vida. Quando o Filho de DEUS se encarnou, o ESPÍRITO SANTO começou a ter o elemento da humanidade assim como o da divindade. Daí por diante, o ESPÍRITO SANTO foi mesclado com o viver humano. Tudo o que DEUS propôs e planejou, e tudo o que realizou por meio da encarnação, viver humano, crucificação e ressurreição está incluído na expressão em CRISTO. Aqui temos a realidade da bênção prometida no evangelho.

 A promessa da terra
Na promessa da terra, vemos que DEUS está nos conduzindo para as alturas do Seu eterno propósito. Quando DEUS promete a Abraão a terra Ele diz em Gênesis 15.7: “Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.” Ainda, em Gênesis 17.8  “Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu DEUS”. Preste atenção que a única razão deles possuírem a terra é para que DEUS fosse o DEUS deles.
A promessa da terra não é um fim em si mesmo. Nós sabemos que esse povo embora recebesse tal promessa, eles foram infiéis, e por isso não desfrutaram na terra DEUS como possessão.

Precisamos ler Deuteronômio 12.9-11: “porque, até agora, não entrastes no descanso e na herança que vos dá o SENHOR, vosso DEUS. Mas passareis o Jordão e habitareis na terra que vos fará herdar o SENHOR, vosso DEUS; e vos dará descanso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros. Então, haverá um lugar que escolherá o SENHOR, vosso DEUS, para ali fazer habitar o seu nome....” Precisamos atentar para algumas itens nesse texto:
1.O SENHOR fala a eles do “descanso” e da “herança”. O “descanso” e a “herança” só podem ser alcançados em CRISTO. E justamente isso que lemos em todo o N.T.
2.Há uma notável diferença entre “descanso” e “herança”  de “habitareis na terra que vos fará herdar o SENHOR...”
3.Veja que o SENHOR diz que “haverá um lugar que escolherá ...para ali fazer habitar o seu nome....”.

A epístola aos Hebreus nos ensina sobre esse princípio da herança e do descanso de DEUS no capítulo 4. Vamos fazer uma leitura desse capítulo:
v.1: “Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de DEUS, suceda parecer que algum de vós tenha falhado”.
v.2: “Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada (Gr.: sugkerannumi; “unir uma coisa a outra”) pela fé naqueles que a ouviram.” Aqui nesse versículo precisamos notar duas coisas: “palavra” e “fé”.
v.3:  “Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo”.
v.4: “Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou DEUS, no sétimo dia, de todas as obras que fizera”.
v.6:  “Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas”.
v.8  “Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia”.
v.9: “Portanto, resta um repouso para o povo de DEUS”.
v.11: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência”.
v.14: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de DEUS, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão”.
v.15: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.

 O descanso do povo de DEUS - (Hb 3.7-19)
Para compreendermos melhor sobre o descanso de DEUS precisamos penetrar um pouco nesses  versículos que tratam da rebelião do povo de DEUS no deserto. A palavra "provocação" (ou rebelião) refere-se ao incidente do capítulo 15 de Êxodo versículos 22-25 e também do capítulo 17.1-7 e 32. A palavra usada para "rebelião" no grego é parapikrasmos. Essa palavra ocorre somente aqui no versículo 8  e no versículo 15 de Hebreus 3 em todo o Novo Testamento; e vem a raiz pikros que significa "amargo".


Ao que nos parece, aquilo que era apenas um sintoma, tornou-se um hábito a ponto de DEUS ter se indignado contra eles durante a peregrinação no deserto. O objetivo desses versículos é nos advertir quanto à rebelião contra DEUS. O endurecimento do nosso coração flui da intenção depravada que existe no homem adâmico que reside dentro de nós que procura dificulta a graça de DEUS.

O nosso coração por natureza é de pedra. Somente o nosso Pai Celeste com o poder da Sua Palavra pode abrandá-lo. A inclinação do homem natural é sempre para o mal, portanto, jamais cessaremos de resistir a DEUS. Precisamos viver constantemente uma vida de renúncia na cruz de CRISTO para que esse coração rebelde não se manifeste contra DEUS.

O escritor aos Hebreus nos mostra, assim como os israelitas no deserto perderam a oportunidade de possuir a terra de Canaã, os cristãos também poderão perder a sua herança celestial. Massa e Meribá (Ex 17.1-7) - esses lugares são sinônimos de "prova" e "rebelião".

Vamos ler alguns textos que nos mostrarão com evidências que a questão da “terra de Canaã” tem uma conotação mais profunda em nossa realidade espiritual.
Fp 3.20 - “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o SENHOR JESUS CRISTO”.
Hb 11.14 - “Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando (No gr.: epizeteo; sg: “inquirir por”, “procurar por,” “buscar por,” “procurar diligentemente,” “desejar,” “anelar.”) uma pátria”.
Hb 11.16 ¬- “Mas, agora, aspiram (No gr: oregomai; sig: “esticar-se a fim de tocar ou agarrar algo,”  “alcançar ou desejar algo.”) a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, DEUS não se envergonha deles, de ser chamado o seu DEUS, porquanto lhes preparou uma cidade”.
Hb 12.22 - “Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do DEUS vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia”

Vamos atentar para esses textos e considerar o que DEUS deseja nos falar sobre esse assunto. Vemos aqui algo maravilhoso do ponto de vista do eterno propósito de DEUS; mas ainda, temos que ir para Apocalipse 21 e os versículos  5 a 7: “E Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei DEUS, e ele me será filho”. O “filho” neste versículo fala do cristão que habitará a Nova Jerusalém, isto é, o elemento constituinte da Nova Jerusalém. A Nova Jerusalém é composta de todos os cristãos que foram salvos. Esses cristãos são os vencedores mencionados nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. O que é a Nova Jerusalém? É a consumação máxima da obra de edificação de DEUS no decorrer dos séculos. É a composição viva de todos os santos redimidos em CRISTO JESUS.

 Uma expressão Corporativa
O novo céu e a nova terra não apareceram antes do capítulo 21 de Apocalipse porque as dispensações de DEUS não são completadas até este capítulo.

Na eternidade passada o nosso Pai Celeste desejou ter uma expressão corporativa para que Ele pudesse ser plenamente expresso e glorificado (Ef 1.9-11; 3.9-11). Para isso Ele criou todas as coisas. Para entendermos isso melhor é necessário estudar as dispensações de DEUS.

A palavra dispensação ocorre quatro vezes em todo o N.T., (Ef 1.10; 3.2,9; Cl 1.25). No original grego temos a palavra: oikonomia, que significa: “administração”.  Se estudarmos a luz da Bíblia saberemos que toda a história da humanidade esta dividida em quatro dispensações; nessas dispensações vemos DEUS cumprindo o Seu santo propósito o qual Ele estabeleceu para a glória de Seu Filho.

 A dispensação dos patriarcas – que vai de Adão a Moisés: “Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vi” - (Rm 5.14). Muitos têm dividido esta dispensação da seguinte forma: Dispensação da inocência, da consciência, do governo humano e da promessa. Todas essas, entretanto, devem ser tratadas em única dispensação.

A dispensação da lei – que vai de Moisés a CRISTO: “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de JESUS CRISTO” (Jo 1.17). Na dispensação da Lei, os santos do A.T., foram gerados. Vemos Moisés, Josué, Samuel, Davi e os profetas.

A dispensação da graça – que inicia com a Primeira vinda de CRISTO até a “restauração de todas as coisas”: “a fim de que, da presença do SENHOR, venham tempos de refrigério, e que envie ele o CRISTO, que já vos foi designado, JESUS, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que DEUS falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade” (At 3.21-21). Na dispensação da graça a Igreja foi edificada.

A dispensação do Reino – que iniciará a partir da Segunda vinda de CRISTO até o final do milênio: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso SENHOR e do seu CRISTO, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11.15); “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de JESUS, bem como por causa da palavra de DEUS, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com CRISTO durante mil anos” (Ap 20.4). Durante essa dispensação DEUS aperfeiçoará o remanescente de Israel e os cristãos que não foram arrebatados. O nosso Pai usou estas dispensações para cumprir todo o Seu plano, e assim, aperfeiçoou o seu povo escolhido, para que este povo seja o lugar do Seu prazer, na Sua eterna expressão. Todas essas quatro dispensações pertencem a essa velha terra e esse velho céu. Toda obra de DEUS em aperfeiçoar o Seu povo escolhido não terá terminado enquanto estas dispensações não chagarem ao fim. Quando chegar a dispensação do Reino, DEUS terá nessa dispensação cumprido todo o seu propósito que Ele estabeleceu nessas dispensações, e assim esta velha terra e este velho céu terá passado. Pedro diz: “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do SENHOR, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos [gr.: stoicheionse, que sig.: “a causa material do universo”, “princípios fundamentais”] desfarão[gr.: luo, que sig.: “libertar alguém ou algo preso ou atado”, “tirar da prisão”, “deixar ir”, “desatar” – Rm 8.19-23] abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.  Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de DEUS, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão.  Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (II Pe 3.10-13). Quando o nosso DEUS trouxer juízo sobre toda a impiedade dos homens, tudo aquilo que sofreu degradação, desonra e corrupção será desfeito, e assim, teremos a Nova Jerusalém para a expressão eterna de DEUS.

 A RELAÇÃO DA NOVA ALIANÇA COM A ALIANÇA QUE DEUS FEZ COM ABRAÃO
 A nova aliança é uma continuação e desenvolvimento da aliança que DEUS fez com Abraão. Gálatas 3 mostra-nos que a nova aliança e a aliança feita com Abraão têm a mesma linha. Entre a aliança de Abraão e a nova aliança, a Bíblia nos diz sobre a aliança lei feita com Israel no monte Sinai.

Vamos ler Gálatas 3.15-17: “Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa.  Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é CRISTO.  E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por DEUS, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa”.

Vamos atentar para dois textos:
Gl 3.19: “Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador”.

Notem essa frase: “até que viesse o descendente a quem se fez a promessa”. Aqui temos que atentar para alguns aspectos impressionantes aqui:
1.aqui está a explicação por que DEUS nos deu a lei.
2.A lei foi dada por causa da transgressão.
3.Paulo diz que a lei foi dada “até que viesse o descendente”.  Nos versículos 24 e 25 de Gálatas 3, Paulo diz: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a CRISTO, a fim de que fôssemos justificados por fé.  Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio”.
Rm 5.20: “Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça”. Nesses dois textos, temos a revelação do significado espiritual da lei.

 Somente a aliança feita com Abraão e a nova aliança são de fé e promessa  - (Gl.3:7,9,16,17; Hb 8.6).
Vamos atentar para esses textos:
Gl 3.7,9,16,17: “Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.  De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.  Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é CRISTO. E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por DEUS, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa”.
Hb 8.6: “Agora, com efeito, obteve JESUS ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas”.

Agora, pois, devemos prestar atenção nesses textos, porque eles nos servem de instrução no que diz respeito à Aliança eterna da graça. Sabemos que a aliança que DEUS fez com Abraão no capítulo 15 e 17 de Gênesis tem a mesma linha da Nova aliança, a qual o SENHOR JESUS fez com todos nós lá na cruz do Calvário.

A VELHA ALIANÇA E A NOVA ALIANÇA
A relação da Nova Aliança com a Aliança que DEUS fez com Abraão é algo claro no Novo Testamento. A Nova aliança é uma continuação e o desenvolvimento da aliança que DEUS fez com Abraão. Na epístola que Paulo escreveu aos Gálatas, no capítulo 3, podemos ver claramente que a Nova aliança e a aliança feita com Abraão têm a mesma linha.

 As falhas da Primeira aliança
Hebreus 8.7 diz: “porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda”. Isso nos mostra que a primeira aliança, "é santa”; (Rm 7.12) - "é espiritual”; (Rm 7:14) - “é boa”; (I Tm 1:8) - no tocante à sua função, “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”; (Rm 3:20), “ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos, por eles viverá” (Gl 3:12). Isto quer dizer que a lei exige que o homem faça o bem, mas não lhe dá a vida nem o poder para praticá-lo: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne” diante Dele pôr obras da lei”  - (Rm 3.20). Em ressumo, “a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma” (Hb 7.19). Pôr isso a primeira aliança tem falhas. Precisamos ver que o trecho de Êxodo 19 até 24 contém as palavras da aliança de DEUS. Três meses depois de saírem do Egito, os filhos de Israel chegaram ao deserto do Sinai. Lá eles armaram suas tendas ao pé do monte e Moisés foi até DEUS. DEUS queria que ele falasse aos filhos de Israel: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha (...) Então, o povo respondeu a uma: Tudo o que o SENHOR falou faremos” (Êx 19.1-8). Depois que proclamou toda a aliança à congregação, “tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras". Nesta aliança, há palavras como: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma (...) Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êx 20.3-5). Poderiam os filhos de Israel fazer isso? Sabemos que mesmo antes de Moisés descer do monte trazendo as tábuas da aliança, eles já estavam fazendo o bezerro de ouro e o adorando (Êx 32.1-8). Em outras palavras, mesmo antes que as tábuas da aliança fossem trazidas do alto do monte, os filhos de Israel se tornaram infiéis para com ela. Essa era a falha da primeira aliança. Depois disso, os filhos de Israel continuaram a falhar em guardar a aliança de DEUS. Provocaram a DEUS no deserto, tentaram-No pondo-O à prova, e viram Suas obras por quarenta anos. Contudo sempre se desviaram no coração e não conheceram os caminhos de DEUS (Hb 3:8-10). Viram as Suas “obras”, mas não conheceram os Seus “caminhos”. Outra vez, essa foi a falha da primeira aliança.

Vejamos esse texto: “E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o SENHOR”  - (Hb 8.8-9). Isso significa que DEUS queria que eles continuassem sendo fiéis à aliança, mas eles não conseguiram. Inicialmente estavam determinados a seguir o SENHOR, contudo não conseguiam segui-Lo fielmente todos os dias. Embora às vezes fossem reavivados, não conseguiam manter essa condição dia após dia. Essa era a falha da primeira aliança.

Vamos fazer uma análise de dois vocábulos no versículo 8 de Hebreus 8:
“firmarei” - no grego esse vocábulo é sunteleo, que significa: “finalizar completamente”, “concluir”.
“nova” – no grego temos o seguinte termo para essa palavra  que é kainos, que nos indica duas coisas: novo,  com respeito a forma”, e, “novo com respeito a substância”. Essa palavra ainda significa: “algo incomum”, “algo desconhecido”.

 A superioridade da Nova Aliança
A primeira aliança tinha falhas. Então, que dizer da Segunda aliança? A Segunda é a nova aliança - (Hb 8.7,13). É promulgada com base em superiores promessa - (Hb 8.6). Não é escrita em tábuas de pedra, mas em tábuas que são corações de carne - (Jr 31.31.33; Ez 36.26; 2 Co 3.3).

A nova aliança transmite as leis de DEUS para a mente do homem e as inscreve no seu coração - (Hb 8.10). Em outras palavras, na Nova aliança, Aquele que exige de nós é DEUS, e Aquele que nos capacita a fazer a Sua vontade também é DEUS! - (Fp 2.13).

Na Nova aliança o nosso Pai Celeste nos dá vida e poder para praticar o bem. Ele tenciona que vivamos, de modo que ele possa ser o nosso DEUS e nós o Seu povo (Hb 8.10; Tt 2.14). A nova aliança capacita o homem a conhecer a DEUS mais profundamente e de forma interior - (Hb 10.29), a superior aliança - (Hb 7.22; 8.6) é uma aliança eterna - (Hb 13.20).

 

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