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As Subidas de Móises ao Monte Sinai 2ª parte
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As Subidas de Móises ao Monte Sinai 2ª parte
Luiz Fontes
Publicação: 22/11/2010
"Uma Síntese da Economia de Deus"

A OITAVA SUBIDA - GLÓRIA DE DEUS

Vamos estudar hoje a oitava subida de Moisés ao Monte Sinai, onde nós temos: a glória de Deus e a renovação do pacto. Nesta subida Moisés pede a Deus que revele Sua glória.  Deus diz que Ele é Jeová forte, clemente, tardio para irar-se, grande em misericórdia. É nesse contexto que Ele revela quem Ele é. De forma explícita, Ele está revelando o Seu caráter. Após esta experiência, Moisés desce com seu rosto resplandecente , porque ele pede a Deus que revele Sua glória, e assim, o Senhor provê uma rocha ferida – que é uma figura de Cristo crucificado. Nessa fenda da rocha Ele escondeu Moisés, porque, se isso não acontecesse, Moisés iria morrer. E ali, escondido na fenda da rocha, Moisés pôde ver uma gloriosa expressão da glória de Deus.

Os textos onde encontramos os fatos desta subida estão registrados em Êxodo 33.13-23.

Moisés pede para ver a glória de Deus. Você sabe o que é a glória de Deus? A glória de Deus é a natureza essencial do Seu ser. É o que faz de Deus, Deus. Glória é um termo que descreve Deus mais do que qualquer outro termo. O termo glória inclui beleza, majestade, resplendor, grandeza, poder, eternidade. No Antigo Testamento, o termo glória é sempre utilizado para comunicar a presença de Deus. Nessa ocasião, que é a oitava subida de Moisés, vemos que Moisés pede para Deus revelar-lhe essa gloriosa glória.


A NONA SUBIDA DE MOISÉS – A VIDA PRÁTICA QUANTO AO CARÁTER DO REINO

Vamos a nona subida de Moisés ao Monte Sinai, onde estaremos dando mais um passo naquilo que o Senhor tem ministrado a nós. Entender o revelar de Deus por meio do Seu falar é um privilégio como também uma grande responsabilidade.

Até aqui nesta subida, Deus já havia revelado a questão da relação Dele com o povo, e quais são os princípios que devem reger esta relação; e ainda como eles deveriam viver em comunidade; a relação deles uns com os outros. Estes dois pontos definem para nós aquilo que Paulo trata na epístola aos Efésios no capítulo 3 e o versículo 4 sobre o mistério de Cristo e a maneira de viver na comunhão do corpo de Cristo. O ponto alto destas subidas foi à renovação do pacto – a nova aliança, aquilo que o Senhor Jesus nos ensina nos evangelhos e Paulo trata com muita propriedade nos capítulos 10 e 11 de 1 Corintos. Agora Deus começa a ensinar o povo acerca da vid a prática no Reino. Nesta nona subida vemos a questão do ano sabático, o jubileu da terra, a remissão, a questão das dívidas, ou seja, a vida cristã revelada debaixo dos parâmetros da revelação divina. Toda a nossa vida deve ser norteada pela palavra de Deus. Todo o nosso viver tem que ser conduzido pela palavra de Deus. Esses princípios são revelados em Levítico capítulos 25 até Levítico 26.46.

O enfoque que será dado aqui tem a ver com o caráter cristão, do fundamento da vida e da pessoa de Cristo Jesus na formação do nosso caráter. Nossa vida não é uma vida qualquer. Como Cristão, isto é, como alguém que vive em Cristo, toda a nossa vida deve ser conduzida pelo caráter de Cristo. Todo o nosso viver tem que corresponder à pessoa e à obra de Cristo em nós; aquilo que Ele é em nós, aquilo que Ele tem feito em nós; aquilo que Ele deseja realizar em nós; aquilo que se requer de nós como Cristãos nesse mundo.

Os textos correspondentes a este assunto se encontram em Levítico 25.1-7. Nestes textos vemos algo distinto em relação a terra de Canaã. O desejo do Senhor era que a terra gozasse de um ano sabático e nesse ano devia haver uma prova de superabundância com que abençoaria os que a ocupavam como seus rendeiros. Seria um ano onde o povo estaria livres de impostos, encargos ou renda! Creio que o Salmo 144.15 aponta diretamente para esta experiência, quando diz:


“Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor!” - (Sl 144.15).

Neste texto vemos a designação do governo Teocrático. Aqui temos um sistema que não é caracterizado simplesmente pelo Governo de Deus, mas por um povo que teme a Deus. É o temor de Deus a característica do sistema Teocrático. Quando olhamos para a História de Israel, vemos que esta nação falhou em viver na esfera do absoluto governo de Deus na terra. Deus queria que esta nação fosse à expressão do Seu governo diante de todas as nações. 


DÉCIMA SUBIDA – AS COISAS SAGRADAS DE DEUS

No livro de Levítico, capítulo 27 e o versículo 34, temos a passagem correspondente ao ensinamento desta subida. Aqui Deus revela as coisas consagradas. Estude essa décima subida e você vai ver Deus conduzindo o povo a estabelecer o reino de Deus na terra. O reino de Deus na terra não é como muitas pessoas têm pregado hoje – a questão das posições que os cristãos precisam ter nos assuntos deste mundo. Alguns têm compreendido de uma forma maligna. Vejo até mesmo uma semente satânica do ensino concernente ao reino de Deus na terra. O reino de Deus na terra só pode ser visto e manifestado pela Sua igreja. O reino de Deus é Sua autoridade expressa. Não é os cristãos ocupando funções e cargos políticos seculares neste mundo. Cargos estratégicos, posições estratégicas, nada disso! O reino de Deus só pode ser visto na coletividade e na expressão viva da Sua Igreja nessa terra.


DÉCIMA PRIMEIRA SUBIDA – OS DEVERES DOS LEVITAS

Em Números capítulo 3 e o versículo 1  se encontra a décima primeira subida de Moisés ao Monte Sinai. Nesta subida temos os deveres dos levitas. É isso que iremos aprender aqui. Deus mostra a Moisés os deveres dos levitas, isto é, quando o acampamento tivesse que mudar, dali em diante, a base essencial para o reino já lhes havia sido revelada. O núcleo essencial para o Antigo Pacto e a tipologia para o Novo, tudo isso já havia sido dado por Deus. Agora Deus tem que avançar. Agora Deus revela quais são os deveres dos levitas. As responsabilidades daqueles que estão pela obra de Deus. E esses levitas deveriam ser das seguint es famílias: os gersonitas, os coatitas e os meraritas, ou seja, pertencentes às famílias de três filhos de Levi: Gerson, Coate e Merari. Deus vai mostrar os distintos serviços dos que querem cooperar com a causa de Deus, daqueles que foram vocacionados para a obra e para o serviço a Deus. Isso não é um assunto comum, porque o ministério tem sido tratado como algo secular . O ministério cristão no sentido bíblico é algo espiritual, e não um serviço executado nas bases da secularização, e do profissionalismo. Não é algo realizado por pessoas capacitadas e sim, que Deus chama e capacita para que estes ministrem primeiramente a Ele, e depois a sua casa, que é a Igreja.

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